Histórico de lutas

HISTÓRIA DO SURGIMENTO DO SETOR JOVEM DO MDB

O movimento surgiu em 1973, durante o “período do chumbo”, a ditadura militar. O Ato Institucional nº 5 (AI5) deu poderes ao Presidente da República para fechar o Congresso Nacional. Os partidos foram quase todos extintos, permanecendo apenas o partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), e o partido de oposição ao regime, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O Decreto-Lei 228/67 fechou todos os diretórios acadêmicos, sufocando o movimento estudantil. Assim, a ditadura pôs fim aos movimentos oficiais em que a juventude se organizava.

Com o achaque das liberdades, um grupo de pessoas idealizou a criação de um “Setor Jovem” dentro do MDB como forma de suprir a ausência dos movimentos de juventude. Desta forma, surgiu em Porto Alegre o Instituto de Estudos Políticos e Sociais, o IEPS, sob a presidência de André Foster, com uma característica mais intelectual, ligado às universidades. Somando-se a este fato, a militância criou o Setor Jovem do MDB, liderado por Paulo Ziulkoski, para percorrer o interior criando uma forte massa de juventude no partido.

As reuniões do Setor aconteciam dentro da Assembleia Legislativa, um dos poucos lugares em que a polícia pouco entrava. Assim, em cada município que se conseguia um grupo de jovens ligados ao MDB se estruturava um Setor Jovem.

No princípio, o movimento surgiu apenas no Rio Grande do Sul. Contudo, em 1974, o projeto do Setor Jovem foi apresentado por Paulo Ziulkoski para a Executiva Nacional do MDB, em Brasília. Foi então que outros estados começaram a também criar o Setor Jovem do MDB. Isto culminou na solidificação do Setor Jovem Nacional, em 1975, quando Ziulkoski foi eleito Presidente Nacional do núcleo que, mais tarde, com a transformação do MDB em PMDB, viria a ser chamado de Juventude do PMDB.

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A Ala Jovem do MDB do Rio Grande do Sul, foi criada em 08 de outubro de 1972, na convenção Estadual de Jovens de Porto Alegre. Eram tempos difíceis, de censura, de banimentos e, num ato de coragem, a juventude aprovou e promulgou o 1º estatuto e elegeu a sua primeira comissão executiva.

Em um tempo de trevas, jovens de todas as raças, de todos os credos, repletos de esperança, de desassombro e tenacidade, tomaram ruas, conflagraram as universidades, estiveram onde fosse preciso uma vez que levantasse contra as torturas, contra o arbítrio, pelas liberdades democráticas, pelo estado de direito, por uma nação livre e soberana.

Foram eles, os jovens, que generosamente avançaram e criaram os momentos mais bonitos de nossa história política republicana. Como não lembrar, com emoção e carinho, as imensas passeatas, tantas vezes irreverentes, pela anistia ampla, geral e irrestrita, a campanha pelas “ Diretas  Já”, os milhares que foram para todas as praças do país festejar a vitória de Tancredo?

A ditadura foi derrubada pela força da palavra, das convicções, dos sonhos, dos ideais de liberdade, da certeza de que só a democracia é capaz de construir a grandeza de nosso País

A juventude do PMDB é herdeira dessas tradições de luta, de fé democrática. Reverencia e enaltece a luta dos companheiros que lutaram contra as forças do arbítrio, por justiça; toma nas mãos as bandeiras históricas do Partido - liberdade, justiça social, desenvolvimento econômico – e segue em busca do Brasil justo, soberano e grande que sonhamos.

Nesses jovens depositamos nossas esperanças, confiamos em seu dinamismo, desprendimento e entusiasmo para a construção de melhores dias para o Rio Grande do Sul e para o Brasil.